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Estatísticas de Protetor Solar no Brasil [2026]: Dados, Mercado e Hábitos de Uso

O Brasil é o 3º maior mercado consumidor de protetor solar facial do mundo, atrás apenas dos EUA e da China. Mesmo assim, 66% dos brasileiros não usam protetor solar diariamente. Nesta página, reunimos os dados mais recentes sobre o mercado, hábitos de uso e impacto na saúde — com fontes verificáveis.

Última atualização: maio de 2026 · Fontes: INCA, ABIHPEC, Euromonitor, SBD, Expert Market Research

Dados-chave para citar

  • 66% dos brasileiros NÃO usam protetor solar diariamente (Instituto de Cosmetologia, 2025)
  • 263 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no Brasil (INCA, 2026-2028)
  • US$ 246 milhões — valor do mercado de proteção solar no Brasil em 2025
  • 7,2% ao ano — taxa de crescimento projetada até 2034

O Mercado de Protetor Solar no Brasil em Números

Indicador Valor Fonte
Valor do mercado (2025) US$ 246,3 milhões Expert Market Research
Projeção 2034 US$ 460,5 milhões Expert Market Research
CAGR (2025-2034) 7,2% Expert Market Research
Gasto per capita em proteção solar US$ 1,06/ano Statista, 2025
Participação no mercado global ~20% ABIHPEC / Euromonitor
Protetor solar no setor de dermocosméticos 34% do faturamento ABIHPEC, 2025
Ranking mundial (facial sunscreen) 3º lugar Euromonitor, 2022
Consumo per capita vs Austrália/EUA 60-70% do consumo Statista

Hábitos de Uso: O Que os Brasileiros Fazem (e Não Fazem)

Apesar do alto índice UV em praticamente todo o território, os hábitos de proteção solar dos brasileiros revelam lacunas significativas. Pesquisa do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele (2025), com 1.057 participantes de todas as regiões:

Hábito Percentual
Não usam protetor solar diariamente 66%
Não reaplicam ao longo do dia 65,6%
Não usam em dias nublados 22,2%

Por que os brasileiros não usam protetor solar?

Motivo %
Textura desconfortável 24,5%
Preço elevado 21,1%
Acredita ser desnecessário 12,5%
Falta de tempo 9,1%
Alergias 2,3%

Fonte: Instituto de Cosmetologia / Sincofarma SP, 2025 (n=1.057)

Motivação de quem usa

  • 53,3% — preocupação com a saúde
  • 36,9% — prevenção do câncer de pele
  • 6,3% — recomendação médica

Diferenças por gênero

As mulheres são significativamente mais propensas ao uso de proteção solar. A proteção solar aparece como o cuidado facial mais frequente (48% da população), seguido por hidratação (37%) e limpeza facial (28%).

Uso por cor da pele, escolaridade e renda

Estudo populacional em Rio Grande/RS (PMC/NIH, n=1.300) revelou disparidades significativas:

Fator Grupo Não usam
Cor da pele Branca 35,5%
Parda 49,5%
Preta 53,7%
Escolaridade 12+ anos 17,8%
9-11 anos 32,0%
0-8 anos 55,8%
Renda Alta 28,6%
Média 34,1%
Baixa 51,2%

Fonte: Estudo populacional publicado no PMC/NIH

Disparidades regionais

Pesquisas indicam diferenças significativas no acesso a protetor solar entre regiões. Dados do IBGE mostram que nas regiões Norte (71,8% da população negra), Nordeste (63,2%) e Centro-Oeste (53%), o acesso a produtos específicos para peles mais escuras é limitado — dos 110 fabricantes de protetor solar no Brasil, apenas quatro oferecem produto para pele negra.

Câncer de Pele no Brasil: Os Números do INCA

O câncer de pele é o tipo mais incidente no Brasil. Os dados do INCA para o triênio 2026-2028 são alarmantes:

Tipo Casos/ano % do total
Câncer de pele não melanoma 263.000 33,7%
Melanoma (pele) 8.980 1,1%
Total de cânceres (todos os tipos) 781.000 100%

Melanoma: detalhamento

  • Homens: 4.640 casos novos/ano
  • Mulheres: 4.340 casos novos/ano
  • Em pessoas acima de 50 anos: taxa aumenta ~3% ao ano entre mulheres, estável entre homens
  • Em pessoas abaixo de 50 anos: estável entre mulheres, queda de ~1% ao ano entre homens

Nota: o câncer de pele não melanoma, apesar da alta incidência, tem baixa letalidade quando detectado precocemente. O melanoma, embora menos frequente, é o tipo mais agressivo e responsável pela maioria dos óbitos por câncer de pele.

O Que os Consumidores Buscam em Protetor Solar

Pesquisa Mintel (2024) sobre atributos desejados em protetores solares faciais:

Atributo desejado %
Benefícios de hidratação 61%
Resistência ao suor 51%
Vitaminas adicionais 44%
Propriedades anti-idade 43%
Proteção contra luz azul 28%

Formato mais popular: Protetores com controle de oleosidade e cor representam 50% do mercado de protetor facial (IMS Health). Fórmulas com cor são o sub-segmento que mais cresce (+10-12% ao ano).

Marcas Líderes no Brasil

O mercado brasileiro de protetor solar é dominado por marcas internacionais do segmento dermocosméticos, com crescente participação de marcas nacionais:

Marca Destaque Posição
La Roche-Posay (Anthelios) Anthelios Airlicium FPS 80 e UV Air FPS 60 (produzido no Brasil) Líder em vendas
ISDIN Transparent Spray FPS 50 entre os mais vendidos Top 3
Neutrogena Forte presença digital, altas avaliações Top 3
Sallve Protetor com Cor FPS 60 e Toque Seco FPS 50 — marca nacional em ascensão Indie líder

Recomendações da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

  • FPS mínimo 30 para uso diário (FPS 50+ recomendado para exposição prolongada)
  • Reaplicar a cada 2 horas ou após suar, nadar ou se secar com toalha
  • Quantidade recomendada: 1 colher de chá para o rosto e pescoço (~2mg/cm²)
  • Usar em dias nublados: até 80% da radiação UV atravessa nuvens
  • Proteção UVA + UVB: verificar selo PPD ou PA+++ no rótulo

Índice UV no Brasil

O Brasil possui um dos maiores índices UV do mundo devido à sua localização tropical e proximidade com o Equador. O índice UV médio varia significativamente por região:

  • Região Norte/Nordeste: UV médio 11-14 (extremo) durante o verão
  • Região Sudeste: UV médio 9-12 no verão, 4-6 no inverno
  • Região Sul: UV médio 8-11 no verão, 3-5 no inverno
  • Para comparação: na Europa Central o UV raramente ultrapassa 8

A Organização Mundial da Saúde considera UV acima de 3 como necessitando proteção. No Brasil, esse nível é atingido praticamente o ano todo em todas as regiões.

Regulamentação (ANVISA)

No Brasil, protetores solares são regulamentados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e classificados como cosméticos grau 2. Regras principais:

  • FPS mínimo permitido: FPS 6 (produtos com FPS menor não podem ser vendidos como “protetor solar”)
  • Proteção UVA obrigatória: FP-UVA deve ser pelo menos 1/3 do FPS declarado
  • Testes obrigatórios: eficácia (in vivo), segurança (irritação/sensibilização) e estabilidade
  • Rótulo: deve informar FPS, FPUVA, modo de uso e frequência de reaplicação

Fontes e Referências

  1. INCA — Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil (gov.br/inca)
  2. ABIHPEC — Panorama do Setor de Beleza e Cuidados Pessoais 2025
  3. Euromonitor — Sun Protection Market: Brazil (2022-2025)
  4. Expert Market Research — Brazil Sun Care Market Report 2025-2034
  5. Statista — Sun Protection Market Forecast: Brazil (2025)
  6. Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele — Pesquisa sobre uso de protetor solar (2025, n=1.057)
  7. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) — Consenso de Fotoproteção
  8. ANVISA — RDC 629/2022 (regulamentação de protetores solares)
  9. Sincofarma SP / Instituto de Cosmetologia — Pesquisa Hábitos de Uso (2025, n=1.057)
  10. Mintel — Brazil Skin Protection Market Report (2024)
  11. PMC/NIH — Estudo populacional sobre uso de protetor solar no Brasil (Rio Grande/RS)
  12. IMS Health — Dados de mercado: protetores faciais com cor

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